sexta-feira, 2 de março de 2012

Por que o surto de terrorismo?

“Mesmo que tenha de fazer ir pelos ares a metade do continente, e derramar um mar de sangue para destruir a parte do barbarismo, não sinta dores de consciência por fazer isso.” — Karl Heinzen, revolucionário alemão, 1809-80
QUANDO a bomba explodiu numa loja de departamentos de Dortmund, Alemanha, viram-se subitamente livros e outros itens voarem por todo o lado. Oito clientes da loja ficaram feridos, alguns gravemente. Outro ato pérfido de extremistas políticos? Não. “Tudo não passou duma simples brincadeira”, declarou um jovem de 20 anos, logo detido pela polícia. No entanto, sua falta de motivação política não retirou desse ato a pecha de terrorismo.
Em apenas nove dias — de 28 de fevereiro a 8 de março de 1985 — a Alemanha (R. F.), a Espanha, a Irlanda do Norte e o Líbano viram as mãos sangrentas do terrorismo atacar mortalmente a 72 pessoas, ferindo outras 245. E, desde então, o terror, o medo, e o choque por parte de celerados continuam sem limites.
Por que algumas pessoas, num mundo civilizado, recorrem à violência a fim de atingir seus alvos? Pode ela ser coibida, e será coibida algum dia? A Bíblia nos fornece respostas críveis.
A Causa do Terrorismo
“Não te acalores por causa dos malfeitores. . . . Larga a ira e abandona o furor; não te acalores apenas para fazer o mal.” “Pois a mera opressão pode fazer o sábio agir como doido.” — Salmo 37:1, 8; Eclesiastes 7:7.
Quando os governos repetidas vezes deixam de lidar com êxito com os problemas, tais como a falta de paz, o meio ambiente degradado, ou a injustiça social ou econômica, quando permitem ou até incentivam a opressão e a discriminação, é compreensível que as pessoas possam ficar ‘acaloradas’. Elas argumentam: ‘Algo precisa ser feito, e, se não for feito agora, quando o será? Se não eu, quem?’
Por vezes, a frustração pode até mesmo fazer “o sábio agir como doido”. Julgando-se sábio, o manifestante pacífico talvez, de início, vise praticar apenas atos não-violentos de desobediência civil. Quão celeremente, contudo, estes podem escalonar em atos de violência! Veja, por exemplo, certo país africano, racial e economicamente dividido. O que começou como marchas de protesto pacífico acabou como oposição militante. “Hoje em dia, depois de um quarto de século de lutas e apesar das recentes promessas de reforma”, diz a revista Time, “a violência ainda domina aquele país dividido”.
“Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal.” — Eclesiastes 8:11.
É admitidamente difícil capturar os transgressores e levá-los às barras da justiça. Em certos lugares, os tribunais tornaram-se muito lenientes com os supostos transgressores. Adicione-se a isto a sobrecarga dos tribunais, o que impede as autoridades de executarem “prontamente a sentença contra um trabalho [feito] mau”, e temos aí os ingredientes para que o coração dos transgressores fique “plenamente determinado a fazer o mal”. Visto que os governos não encontraram nenhum meio bem-sucedido de combater sequer os crimes “comuns” — quanto menos o terrorismo internacional — muita gente talvez se sinta tentada a ver se consegue safar-se.
Mas, Qual o Motivo do Atual Surto?
“Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. . . . Os homens serão amantes de si mesmos, . . . ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, . . . sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade.” — 2 Timóteo 3:1-3.
A cronologia bíblica e o cumprimento das profecias bíblicas indicam que a nossa geração vive nos “últimos dias”, assinalados pelos “tempos críticos, difíceis de manejar”. Não diria que os homens e as mulheres com as características acima apontadas são candidatos em potencial para o palco do terrorismo? Visto que o número deles aumenta, à medida que os “últimos dias” prosseguem em direção ao seu fim, não deveríamos surpreender-nos de que a violência prossiga permeando toda modalidade da sociedade humana.
“E a terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência.” “Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem.” — Gênesis 6:11, 13; Mateus 24:37.
Nos dias de Noé, filhos espirituais de Deus, que se transformaram em demônios, desempenharam significativo papel em criar um mundo repleto de violência. (Gênesis 6:1-5) Estas criaturas iníquas não mais conseguem materializar-se em corpos humanos para influenciar de modo direto a humanidade, como fizeram naquela época. Mas, hoje em dia, seus ataques indiretos e invisíveis não são menos mortíferos.
Vivendo agora nos dias da “presença do [glorificado] Filho do homem”, Jesus Cristo, podemos esperar que o mundo seja ensangüentado pela mesma espécie de violência. Na realidade, podemos observar, como Jesus predisse, um “aumento
do que é contra a lei”. (Mateus 24:12) Isto se dá porque “o chamado Diabo e Satanás . . . foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos . . . com ele”. Com que resultado? “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” (Revelação 12:7-12) Não seria este o motivo principal pelo qual o terrorismo cresce hoje a uma taxa sem precedentes?
Dores de Parto
Jesus profetizou vários acontecimentos que se dariam no período de transição depois de seu Reino ter sido estabelecido, e antes que ele, Jesus, destruísse este sistema de coisas. (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21) Ele disse, segundo registrado em Marcos 13:8, que haveria “dores de aflição”. Assim como se multiplicam as literais dores de parto, tanto em número como em intensidade, ao se aproximar a hora do parto, assim também as dores de aflição descritas por Jesus como sinal dos “últimos dias” aumentariam em número e em intensidade à medida que se acercasse o tempo para o governo, sem oposição, de Cristo.
Não é de admirar, então, que as “dores” do terrorismo aumentem. Isto talvez faça com que pessoas desinformadas, em cumprimento da profecia de Jesus, ‘fiquem desalentadas de temor e pela expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada’. Isso não se dá, contudo, com aqueles que conhecem o significado das seguintes palavras: “Mas, quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento [do terrorismo, inclusive] está-se aproximando.” — Lucas 21:26, 28.

Por que lhe são valiosas as profecias bíblicas

“SE NÓS ao menos tivéssemos evidência positiva de que a Bíblia é a Palavra de Deus”, dizem muitos, “nós creríamos nela”. Muitas vezes, contudo, tais pessoas não conseguem dizer que “prova positiva” seria necessária para convencê-las. Serviria um milagre?
Jesus realizou muitos milagres quando estava aqui na Terra, todavia, os cépticos recusaram-se a aceitá-los qual prova de que ele era o Porta-voz de Deus. Ora, alguns contenderam que era “por meio de Belzebu, o governante dos demônios”, que Jesus realizava certos milagres! Jesus reconheceu que alguns “milagres” feitos por outros eram realmente obras de Satanás. (Lucas 11:14-19; Mateus 7:22, 23) Por conseguinte, algo mais seria necessário como prova positiva de que a Bíblia é a Palavra de Deus — algo que mostrasse que as próprias palavras da Bíblia, as mensagens nela contidas, provêm do próprio Deus.
Nas páginas da própria Bíblia, encontramos tal apoio — as profecias. Por certo, Jeová, como o Deus da verdade e a Fonte de toda sabedoria, Aquele que conhece o fim desde o princípio, devia poder predizer o que ocorrerá em épocas futuras, inclusive na nossa. (Salmo 31:5; Provérbios 2:6; Isaías 46:9, 10) Isto ele tem feito em sua Palavra escrita, e muitas vezes, em grandes pormenores. Consideremos apenas um conjunto de profecias que se centralizam em Jesus Cristo.
Profecias Que Provam que Jesus É o Messias
Centenas de profecias bíblicas tiveram seu cumprimento em Jesus Cristo. Alguns talvez argumentem que Jesus e seus discípulos manobraram as coisas para tal fim. Mas, poderia isto realmente ter acontecido? Considere alguns dos fatos.
Nem Jesus nem seus pais poderiam ter movido um César romano a expedir um decreto que exigia que José e Maria se dirigissem à sua cidade natal, Belém, para serem recenseados e registrados, visando o pagamento de imposto, exatamente na ocasião do nascimento de Jesus. Assim os romanos, que de modo algum estavam interessados no desdobramento da profecia da Bíblia, desempenharam uma parte em Jesus ter nascido em Belém, em cumprimento da profecia registrada em Miquéias 5:2.
Quanto mais Jesus expunha a hipocrisia dos líderes religiosos judeus, tanto mais eles desejavam matá-lo. Mas a morte dele não deveria vir diretamente das mãos de seus concidadãos. Caso os judeus tivessem executado Jesus, eles provavelmente o teriam apedrejado, visto que este era o método de infligir a pena de morte delineada na Lei mosaica. (João 8:59; 10:31) No entanto, de acordo com as profecias, o Messias tinha de ser pregado numa estaca para remover “a maldição da Lei”. (Compare Deuteronômio 21:22, 23 com Gálatas 3:13.) Ele tinha de ser ‘erguido’, de modo a poder ‘atrair a si toda sorte de homens’. (Compare Números 21:4, 9 com João 3:14 e 12:32, 33.) Com o pregar na estaca, conforme usado pelos romanos, não podia haver dúvida do cumprimento destas profecias. Assim os romanos, que não estavam interessados em colaborar no cumprimento das profecias bíblicas, de novo desempenharam uma parte em fazer com que a Palavra profética de Jeová se provasse verídica.
Ademais, quando estava pregado na estaca, Jesus nada podia fazer para determinar o que estava sendo feito com suas roupas. Não podia manobrar os soldados romanos para lançarem sortes sobre elas. Mas eles fizeram isso, exatamente como a profecia bíblica disse que fariam! (Salmo 22:18; João 19:24) De novo, foram os romanos, e não Jesus ou seus discípulos, que estavam envolvidos em fazer com que tal profecia se provasse verídica.
Jesus predisse que, na sua geração, aconteceriam certos eventos em Jerusalém que significariam o fim abrupto da cidade. (Lucas 21:5-24) Mais de 500 anos antes do tempo de Jesus, Daniel tinha predito isto. (Daniel 9:26, 27) No ano 70 EC, Jerusalém foi destruída. Cumpriram-se as palavras de Jesus e de Daniel. Mais uma vez, a profecia bíblica ficou registrada como fidedigna.
Tirará Proveito da Profecia?
Há muitas profecias bíblicas ainda a ser cumpridas. Por exemplo, Jeová mandou que seu Filho, Jesus Cristo, profetizasse que o atual sistema iníquo de coisas chegaria ao fim, a ser seguido por um novo mundo de justiça, sob seu reino celeste. (Mateus 24:3-14; Revelação 21:1-5; veja também 2 Pedro 3:7-13.) Tudo isto foi escrito na Bíblia, a Palavra profética de Jeová, que sempre se provou verídica. Não deveríamos nós, então, levá-la a sério?
Que motivos teriam os filhos para desconfiar das promessas de pais que, anteriormente, só tivessem feito coisas boas em favor deles, e que sempre mantiveram a palavra? Semelhantemente, que motivos teríamos nós para desconfiar da promessa de Jeová de trazer o Reino de seu Filho? Que motivos teríamos para crer que Jeová, que no passado fez tanto bem em favor de suas criaturas, de repente perdesse o interesse no bem-estar delas?
Não existem argumentos convincentes nesse sentido. Por conseguinte, temos todo o motivo para confiar em Jeová e em sua Palavra, e para pôr nossa esperança nele. Sua fidedigna palavra profética nos dá um objetivo na vida. Dirige nossas atividades para um alvo digno. É verdadeiramente de máximo valor para nós, hoje em dia.
[Nota(s) de rodapé]
Como exemplos, queira ver o livro “Venha o Teu Reino”, página 67, editado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

Profecias bíblicas que prediziam a destruição de cidades, tais como Sodoma e Gomorra (Gênesis 18:20, 21; 19:12, 13), Nínive (Sofonias 2:13), Babilônia (Jeremias 51:1, 2), e Petra, em Edom (Jeremias 49:7-22), ilustram facilmente que a palavra profética se provou exata.
[Quadro na página 27]
APRECIARIA USUFRUIR O CUMPRIMENTO FUTURO DESTAS PROFECIAS?
“Ele faz cessar as guerras.” — Salmo 46:9.
“Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’” — Isaías 33:24.
“E não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” — Revelação (Apocalipse) 21:4.
“Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” — João 5:28, 29.
“Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Salmo 37:29.

Pode um homossexual ser ministro de Deus?

ERA janeiro de 1987, e Robert Arpin morria de AIDS. Isso, em si, não era mais notícia. Mas Robert Arpin era sacerdote, apenas um dentre crescente número de clérigos que abertamente se declaram homossexuais.
Nos anos recentes, os homossexuais não só “estão saindo do esconderijo”, mas também estão formando-se nos seminários. Um calouro da Faculdade Teológica da Universidade Católica, nos Estados Unidos, declarou ao jornal National Catholic Reporter. “Eu calcularia que entre 60 e 70 por cento da minha turma são gays, e uma igual proporção para todo o seminário.” Comentando a tendência para o homossexualismo nos seminários, Anthony Kosnick, editor da obra Human Sexuality (Sexualidade Humana), disse: “Isso é muito mais comum do que eu poderia imaginar.”
Várias religiões têm expressado um amplo espectro de conceitos sobre se um homossexual pode ou não ser ministro. Muitas pessoas, porém, não estão interessadas em opiniões moldadas pelas tendências correntes, mas, em vez disso, no que a Bíblia diz. Qual, então, é o padrão de Deus para os ministros? Habilita-se um homossexual?
Sacerdotes em Israel
No antigo Israel, era elevado o padrão para os sacerdotes de Jeová Deus. (Levítico, capítulo 21) Uma vez que representavam o Altíssimo, tinham de permanecer espiritual, física e moralmente limpos. “Todo aquele que tocar no altar deve ser santo”, ordenou Deus. Assim, quando Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel, e os filhos dele foram empossados como sacerdotes, realizou-se uma cerimônia de sete dias, a fim de santificá-los para seus deveres sagrados. Êxodo 29:37.
Os sacerdotes eram também responsáveis de ensinar a Lei de Deus, e, junto com os juízes, de certificar-se de que fosse aplicada. (Malaquias 2:7) Naquela Lei achava-se incluída uma condenação explícita do homossexualismo. Deus decretou: “E quando um homem se deita com um macho assim como alguém se deita com uma mulher, ambos realmente fazem algo detestável. Sem falta devem ser mortos.” (Levítico 20:13) Coerentemente, os sacerdotes teriam de viver de acordo com essa mesma Lei.
Quando os sacerdotes deixavam de apoiar a lei divina, eles eram censurados, como se deu no caso de um sumo sacerdote, Eli, e seus dois filhos imorais. (1 Samuel 2:12-35; 4:17, 18) Mais tarde, nos dias do profeta Ezequiel, Jeová disse: “Os próprios sacerdotes [de Israel] tem feito violência à minha lei, e eles continuam a profanar meus lugares santos.” Por causa disto, Deus os rejeitou. — Ezequiel 22:26, 31.
O Padrão Cristão
Também é elevado o padrão para aqueles que lideram a adoração na congregação cristã. Entre as habilitações alistadas na Bíblia, observe as seguintes: ser “irrepreensível”, “moderado nos hábitos”, “ajuizado”, “qualificado para ensinar”, ‘ter testemunho excelente de pessoas de fora’. (1 Timóteo 3:1-7) Assim, um superintendente cristão tem de ser inatacável. Seu conceito sobre o que constitui práticas corretas e incorretas tem de basear-se na Bíblia, e a própria conduta dele não deve fechar a mente daqueles a quem procura ensinar. Será que um homossexual preenche tais padrões bíblicos?
Antes de escrever as orientações acima, o apóstolo Paulo avisou a Timóteo sobre alguns membros que queriam “ser instrutores de lei”. Timóteo deveria ordenar a tais perturbadores da fé que ‘não ensinassem doutrina diferente’. Em seguida, avisou a Timóteo sobre ‘pessoas que eram contra a lei e indisciplinadas, ímpias e pecadoras’, e então, especificamente, identificou os ‘homens que se deitavam com machos’ como estando “em oposição ao ensino salutar”. (1 Timóteo 1:3-11) Por certo, alguém que lidera a congregação na adoração a Deus não deve obstruir os benéficos ensinos da Bíblia, quer por palavras, quer por seu estilo de vida. — Compare com Romanos 2:21.
A força desta admoestação também é vista naquilo que Paulo escreveu a Tito em Creta. Ao fixar requisitos para ‘estabelecer anciãos’ (Almeida, edição da Imprensa Bíblica Brasileira), ele estipulou que estivessem ‘livres de acusação’, que fossem ‘justos’, ‘dominando a si mesmos’, “apegando-se firmemente à palavra fiel com respeito à sua arte de ensino”. (Tito 1:5-9) Incluída nesta “palavra fiel” achava-se a anterior carta de Paulo aos cristãos que viviam em Corinto, carta esta que declarava que “homens que se deitam com homens” não herdariam o Reino de Deus. (1 Coríntios 6:9, 10) Apegar-se à “palavra fiel” habilitaria o ministro a “repreender os que contradizem”. (Tito 1:9) Como pode um ministro homossexual repreender outros quando o seu próprio estilo de vida contradiz a “palavra fiel”? Pelo contrário, o apóstolo Pedro mencionou, sobre os “falsos instrutores”, que “muitos seguirão os seus atos de conduta desenfreada”. — 2 Pedro 2:1, 2.
“Eu Te Rejeitarei”
Considere também o seguinte: Numa visão, o profeta Zacarias, do sexto século AEC, viu o sumo sacerdote Josué vestido de roupas imundas. Como poderia limpá-las, a fim de continuar sendo sacerdote? “Se você obedecer às minhas leis e cumprir os seus deveres conforme eu ordeno”, disse Deus, “você será o administrador do Templo”. (Zacarias 3:7, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Para os indivíduos que deixam de obedecer às leis divinas, inclusive as leis que proíbem práticas homossexuais, Deus diz: “Visto que tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei para que não me sirvas como sacerdote.” — Oséias 4:6.
Por conseguinte, pode um homossexual ser ministro de Jeová Deus? Não pode. As pessoas que não se habilitam, de acordo com o “ensino salutar” contido na Bíblia, não são verdadeiros ministros de Deus. — Tito 2:1; 1 Timóteo 1:10; veja também Romanos 1:24-27, 32.

Páscoa — devem os cristãos celebrá-la?

Que relação têm estas coisas com Jesus?
QUAL é o seu conceito sobre a Páscoa? Para Alexandra, uma garotinha de 6 anos, do Canadá, significa uma festa. ‘Os amiguinhos convidam a gente para comer bolo’, disse ela. ‘A gente escreve para o coelhinho da Páscoa, se ele lhe trouxe alguns ovos de chocolate.’ Para outros, a ocasião significa pouco mais do que alguns dias extras de folga do trabalho ou dos estudos, um longo fim-de-semana. Todavia, para muitos, a Páscoa é a festa religiosa mais importante do ano, a que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, três dias depois de ele ter sido morto. Mas, como é que Deus encara a Páscoa? Há algo mais envolvido nela do que comemorar-se a ressurreição de Cristo? Se quisermos a aprovação de Deus, é essencial avaliarmos isso.
Não resta dúvida de que a ressurreição de Cristo é vitalmente importante, sendo o âmago do ensino cristão. O apóstolo Paulo sublinhou isto por escrever “Se Cristo não foi levantado, a nossa pregação certamente é vã e a nossa fé é vã. Outrossim, se Cristo não foi levantado, a vossa fé é inútil; ainda estais em vossos pecados.” (1 Coríntios 15:14, 17) Assim, para que nossa adoração agrade a Deus, temos de ter fé na ressurreição de Jesus.
Há outras coisas envolvidas na Páscoa, porém, além de celebrar-se a ressurreição de Cristo. Os homens se apoderaram do significado bíblico da ocasião e acrescentaram símbolos e costumes originários de povos antigos que serviam a deuses falsos. Para exemplificar, considere um bem-conhecido emblema da Páscoa em alguns países - o coelho. “Os pagãos antigos empregavam o coelho qual símbolo da vida nova abundante da época primaveril. . . . O primeiro registro do coelhinho como símbolo da Páscoa é encontrado na Alemanha, por volta de 1572”, afirma The Catholic Encyclopedia for School and Home (Enciclopédia Católica Para a Escola e o Lar). Semelhantemente, o emprego de pãezinhos glaceados tendo por cima uma cruz, ovos de cores brilhantes, ou sininhos de chocolate, na Páscoa, tem suas raízes na religião pagã. E, incrível como pareça, o próprio nome Páscoa (Easter, como usado em alguns idiomas) relaciona-se com uma deidade pagã. The Westminster Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico de Westminster) declara que a Páscoa era “originalmente a festividade da primavera em honra da deusa teutônica da luz e da primavera, conhecida pelos anglo-saxões como Eastre. Tão cedo como no oitavo século, o nome foi transferido pelos anglo-saxões para a festividade cristã destinada a celebrar a ressurreição de Cristo”.
Esta estirpe pagã da Páscoa é amplamente reconhecida e acha-se bem documentada. A questão é Tem importância? Visto que a Páscoa pretende honrar a Cristo, não considera Deus que seus adereços, até o seu próprio nome, acham-se vinculados com a adoração de outros deuses?
O Conceito de Deus Sobre a Páscoa
Nos primeiros dois dos Dez Mandamentos dados por meio de Moisés, Deus disse: “Eu sou Jeová, teu Deus . . . Nunca deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa . . . porque eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva.” (Deuteronômio 5:6-9) Não seria tolerada sequer qualquer leve sugestão de adoração falsa, como se viu, vez após vez, na maneira como Deus lidava com a nação de Israel.
Por exemplo, enquanto Moisés ainda se achava no monte Sinai, onde recebeu estes mandamentos gravados em duas tábuas de pedra, os israelitas começaram a misturar símbolos da religião egípcia com sua adoração a Jeová. Depois de coletarem brincos de ouro dentre o povo, fundiram uma estátua de bezerro. Daí, fez-se a proclamação: “Este é o teu Deus, ó Israel, que te fez subir da terra do Egito.” O relato da Bíblia nos informa: “Por fim, Arão [irmão de Moisés] clamou e disse: ‘Amanhã há uma festividade para Jeová.’ Assim, no dia seguinte, levantaram-se cedo e começaram a oferecer ofertas queimadas e a apresentar sacrifícios de participação em comum. Depois o povo se assentou para comer e beber. Levantaram-se então para se divertir.” — Êxodo 32: 1-6.
Da mesma forma que acontece com os celebrantes da moderna Páscoa, os israelitas professavam estar adorando o Deus verdadeiro. Lembre-se, a festa foi chamada de “festividade para Jeová”. Tencionavam associar Jeová com aquela imagem. Todavia, divertiam-se numa festa em que se imitava uma deidade egípcia, talvez Ápis, representado como um touro jovem. Agradou-se Deus disso? De forma alguma. Quase destruiu aquela nação por causa disso’ — Êxodo 32: 7-10.
Similarmente, Deus espera que os cristãos conservem pura e imaculada a sua adoração, nada tendo que ver com costumes, símbolos ou festas ligadas a deuses falsos. À guisa de ilustração: Suponhamos que soubesse que certa faca tinha sido usada para um fim desonroso. O que acharia de usar essa mesma faca para cortar e comer seus alimentos? Deus presenciou em primeira mão as detestáveis práticas pagãs das quais a Páscoa se originou. Não deveria o conceito dele ser o que importa para nós?
Escreveu o apóstolo Paulo: “Que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? E que acordo tem o templo de Deus com os ídolos?” Eis a resposta. Nenhum. Ele prossegue: “‘Portanto, saí do meio deles e separai-vos’, diz Jeová, ‘e cessai de tocar em coisa impura‘; ‘e eu vos acolherei’.” — 2 Coríntios 6:14-17.
Desde os tempos antigos, Deus tem sublinhado que Seu povo o adorasse de forma exclusiva, nada tendo que ver com os acessórios da religião falsa. Os verdadeiros cristãos mostram apreço pela ressurreição de Cristo, não por celebrarem uma festa transferida do paganismo, mas, em vez disso, em sintonia com a ordem de Jesus, por comemorarem a morte dele, e, como Jesus, por procurarem sempre agradar a Deus por adorá-lo com espírito e verdade. — Lucas 22:19; João 4:24.

Orar nos esportes — será que Deus ouve?

HÁ MUITA excitação no ar, à medida que milhares de torcedores superlotam o estádio, demonstrando apoio ao seu time favorito. Os jogadores acabam de fazer os exercícios de aquecimento, e o apito de início do jogo está prestes a soar. De um lado do campo, os jogadores estão agachados, e, no meio, o capitão se ajoelha, rezando: “Deus, abençoa por favor nosso time, concede-nos a vitória sobre nosso adversário, e protege-nos para não sofrermos contusões. Amém.” O amontoado de pessoas irrompe num berro alto, os jogadores tomam suas posições no campo, soa o apito e começa a ação violenta e organizada do futebol americano.
Tem-se tornado uma cena comum a oração tanto individual como coletiva do time, antes, durante e depois da participação em vários esportes. Mas será que Deus ouve? Ou, como argumentam alguns, isto escarnece da oração?
‘Esmague o Próximo’
Em todo o mundo, virtualmente todo esporte está manchado de violência no campo e nas arquibancadas. Escreveu um ex-jogador profissional de futebol americano nos Estados Unidos: “Argumenta-se que despedaçar o corpo é o ponto essencial do futebol, assim como matar e aleijar o são da guerra.” Ele comenta mais: “Ferir outros de forma competitiva e organizada é parte integrante de nosso modo de vida, e o futebol é um dos mais inteligíveis espelhos. . . mostrando-nos quão excitante e gratificante é Esmagar o Próximo.”
Esmagar o próximo? Jesus mandou amar o próximo. (Mateus 22:39) É impossível imaginar o Deus de amor como estando presente e abençoando um dos eventos esportivos da atualidade, com sua ênfase a ganhar a todo custo. — 1 João 4:16.
Comparece Deus aos Eventos Esportivos?
Um fator que incentiva a oração nos esportes é o ensino religioso de que Deus é onipresente, que Deus, a todo o tempo, está realmente presente em todos os lugares e coisas existentes. Por exemplo, no livro God Goes to Football Games (Deus Vai aos Jogos de Futebol), o clérigo L. H. Hollingsworth, ex-capelão duma equipe esportiva, diz: “Toda crença formal que temos sobre Deus inclui a idéia de Sua onipresença; a idéia, se me permite dizê-lo, de que Ele certamente está presente no que chamamos de nossa experiência secular. . . Isto quer dizer: Deus vai à igreja, e Deus comparece aos jogos de futebol.”
No entanto, a Bíblia não ensina que Deus é onipresente. Escreveu o apóstolo cristão, Paulo: “Cristo entrou. . . no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus.” (Hebreus 9:24) Existem dois pontos vitais que este texto nos ajuda a avaliar: que Deus é uma pessoa espiritual e que ele tem um lugar estabelecido de morada, o céu. (1 Reis 8:49; João 4:24) Assim, ele não poderia estar, ao mesmo tempo, em nenhum outro lugar.
Deus Ouve Seus Amigos
Bem, se Deus não comparece aos eventos esportivos, será que ele, pelo menos, ouve as orações feitas ali? Para que as orações cheguem aos ouvidos que ouvem deste Deus do céu, perante o qual Jesus compareceu, a pessoa que ora precisa ter conhecimento, conhecimento dos propósitos de Deus, de sua personalidade, de suas qualidades, de seus modos de agir, e de seu nome. (Tiago 4:3) Sublinhando a necessidade de conhecer a Deus, Jesus orou: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro.” — João 17:3.
Para se chegar a conhecer alguém, é preciso haver comunicação. Deus se comunica com o homem por meio da Bíblia, e a Bíblia é o meio pelo qual chegamos a conhecer o Deus do céu. Ela nos fala do nome dele, Jeová. (Salmo 83:18) A Bíblia também diz que Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho unigênito, Jesus, aqui para a Terra, de modo que o homem tivesse a oportunidade de obter a vida eterna. (João 3:16) Ao lermos e estudarmos a Bíblia, Jeová se torna real para nós, e somos atraídos a ele por meio de Jesus. (João 6:44, 65; Tiago 4:8) Visto que Jeová é real, podemos cultivar íntimo relacionamento pessoal com ele.
A amizade com Deus, contudo, envolve uma comunicação de via dupla. Isto exige que se converse com Jeová por meio da oração. A Bíblia diz que Deus é um “Ouvinte de oração”, e que ‘não está longe de cada um de nós’. (Salmo 65:2; Atos 17:27) No entanto, isto não significa que Deus ouve todas as orações. (Isaías 1:15-17) Que orações dispõe-se Deus a ouvir?
O salmista Davi disse: “A intimidade com Jeová pertence aos que o temem.” (Salmo 25:14) No hebraico original, a raiz de “intimidade” (sohd) significa “tornar apertado”. Por isso, este versículo transmite a idéia de obter a admissão no círculo íntimo de Jeová ou num pacto de amizade com ele. Apenas aqueles adoradores que mostram o devido respeito são admitidos. Assim, nossa amizade íntima com Deus nos move a temer romper tal relacionamento por fazermos algo que o desagrade, tal como tratar a oração como um talismã de boa sorte para garantir uma vitória esportiva.
Jeová ouve as orações de pessoas de coração honesto que procuram a amizade com ele, e ele não é parcial. Não demonstra favoritismo nem honra a determinado grupo nacional, raça, ou até mesmo a uma equipe esportiva em detrimento de outro. (Salmo 65:2; Atos 10:34, 35) Se Deus deveras ouvisse as orações dos adversários esportivos e ambos os times orassem a ele pedindo a vitória, que lado deveria ele abençoar? Ou, se um jogador ficasse gravemente contundido durante um jogo, será que a culpa seria de Deus?
Por conseguinte, temos de orar pelos assuntos corretos. O apóstolo João explica isto da seguinte forma: “Não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5:14) Jeová ouve as orações que estão de acordo com Sua vontade. Precisamos conhecer a Sua vontade e Seus propósitos, de modo que nossas orações harmonizem-se com eles.
A vontade e os propósitos de Deus, e seu glorioso nome, não estão associados com os eventos esportivos competitivos e violentos da atualidade. Deus não é parcial. Assim, quando são feitas orações em tais eventos, ouve-as Deus? Absolutamente que não!

O que devia saber sobre os anjos

“Cerca de 3.000 peritos religiosos se reuniram durante quatro dias em Nova Iorque, semana passada, para ouvir mais de 500 relatos sobre assuntos que variavam do papel do humor nos sermões à importância do ritual para os pentecostais. Ninguém mencionou os anjos.” — Jornal Daily News, 26 de dezembro de 1982.
ATUALMENTE, oito anos depois, o clero ainda diz muito pouco sobre os anjos. Por quê? Poderia ser que tais mensageiros celestes sejam considerados uma simples parte dum mito antigo? Ou será que realmente existem? Se existem, o que devia saber sobre eles?
Será que Realmente Existem?
Os anjos não são simples “poderes”, ou “movimentos do universo”, como alguns filósofos afirmam. São bastante reais para serem mencionados centenas de vezes na Palavra de Deus, a Bíblia. Nas línguas originais da Bíblia, as palavras traduzidas “anjo” (hebraico, mal‧’ákh; grego, ág‧ge‧los) literalmente significam “um que traz uma mensagem”, ou, simplesmente, “mensageiro”. Tais palavras ocorrem cerca de 400 vezes em toda a Bíblia, às vezes referindo-se a mensageiros humanos, mas, em geral, a mensageiros espirituais.
O anjo que apareceu à esposa estéril de Manoá, anunciando a concepção de seu filho, Sansão, era real para ela. Também o eram os três anjos que apareceram a Abraão e sua esposa, Sara, e os dois que procuraram por Ló, e aquele que se sentou debaixo de uma grande árvore e conversou com Gideão. (Gênesis 18:1-15; 19:1-5; Juízes 6:11-22; 13:3-21) Por ocasião do nascimento de Jesus, um anjo subitamente apareceu a um grupo de pastores, no meio de uma luz deslumbrante e reluzente. — Lucas 2:8, 9.
Tais anjos eram reais. Não eram fruto da imaginação, nem uma força impessoal. Cumpriram determinado propósito, como mensageiros de Deus, e os relatos foram registrados apropriadamente na Bíblia, para nosso benefício atualmente. (2 Timóteo 3:16) A Bíblia assim revela importantes pormenores sobre anjos, que o leitor precisa saber, alguns dos quais colidem com os conceitos tradicionais.
Qual a Aparência Deles?
Talvez o leitor imagine os anjos como lindas mulheres ou como criaturas fofinhas, parecidas a bebês, dotadas de asas, sorridentemente doces e trajando mantos brancos, dedilhando pequeninas harpas, e pairando no ar. Se assim for, deve saber que se trata de conceitos errôneos, derivados de idéias pagãs, tais como na mitologia grega. Ou tais idéias foram adotadas depois de concluída a escrita da Bíblia. Nas visões simbólicas da Bíblia, as criaturas espirituais, tais como os serafins e os querubins, possuem asas. — Isaías 6:2; Ezequiel 10:5; Revelação 14:6.
A Palavra de Deus descreve os anjos como espíritos muito poderosos, e um espírito é invisível. (1 Reis 22:21; Salmo 34:7; 91:11) Foi um “anjo de Jeová” que abateu 185.000 assírios no acampamento do inimigo de Israel, em uma única noite! (Isaías 37:36) Quando alguns anjos apareceram a humanos, eles sempre apareceram como homens plenamente vestidos, e não como mulheres ou crianças, e jamais em forma subumana.
De onde provieram tais poderosas criaturas espirituais? A Bíblia diz que “mediante ele [Jesus] foram criadas todas as outras coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis”. (Colossenses 1:16) Jeová Deus, por meio de seu Filho primogênito, não só criou os anjos, muito antes do homem, mas também os fez como forma de vida mais elevada do que o homem. — Jó 38:4, 7; 2 Pedro 2:11.
Possuem Personalidade?
Os anjos, assim como os humanos, têm sentimentos. Depois de testemunharem a criação da terra, diz-se-nos que os anjos ‘juntos gritavam de júbilo’, até mesmo ‘bradando em aplauso’. (Jó 38:7) A Bíblia também revela que “surge alegria entre os anjos de Deus por causa de um pecador que se arrepende”. (Lucas 15:10) Por certo, nenhum “poder” impessoal poderia ter sentido a imensa alegria descrita nesses versículos.
Os anjos também tem limitações. Certos fatos sobre Cristo e o futuro foram revelados aos profetas humanos, mas não aos anjos. A Palavra de Deus nos diz que “nestas coisas é que os anjos estão desejosos de olhar de perto”. (1 Pedro 1:10-12) Quanto à data exata escolhida por Deus para a vinda do Senhor, Jesus disse: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.” — Mateus 24:36.
Ademais, os nomes de dois anjos, Miguel e Gabriel, aparecem na Bíblia. (Daniel 12:1; Lucas 1:26) Não supre isto evidência adicional de sua individualidade? Como indivíduos, eles não foram programados, como um computador ou um robô, para agir de certo modo. Antes, os anjos são dotados do poder de raciocínio e têm a liberdade de formar decisões morais pessoais. Assim, sendo dotados de livre-arbítrio, certos anjos escolheram rebelar-se contra Deus e se tornar Satanás e seus demônios. — Gênesis 6:1-4; Judas 6; Revelação 12:7-9.
Devem Ser Adorados?
Embora possamos reconhecer a existência dos anjos como realidade, e não uma fábula, temos de evitar os extremos. Algumas organizações religiosas têm dado indevido destaque aos anjos, embora a adoração de anjos seja condenada na Bíblia. (Colossenses 2:18; Revelação 22:8, 9) A Igreja Católica transformou Miguel e Gabriel em objetos de devoção. E, nas igrejas ortodoxas orientais, os anjos são extremamente importantes na litania. Que contraste com o aviso dado pelo anjo de Jeová, quando o apóstolo João caiu a seus pés: “Toma cuidado! Não faças isso! Sou apenas co-escravo teu.” Revelação 19:10.
Por que existe tanta confusão sobre os anjos? Satanás, que se mascara de “anjo de luz”, “tem cegado as mentes dos incrédulos”. (2 Coríntios 4:4; 11:14) Assim, não seria razoável esperar que muitos, hoje em dia, se apegariam a suas próprias opiniões sobre a existência e a natureza dos anjos, em vez de aceitar o que a Palavra de Deus tem a dizer? Sim, embora os clérigos, atualmente, talvez falem muito pouco sobre os anjos, temos a garantia de Deus, por meio do registro da Bíblia, de que eles realmente existem e realizam um honroso serviço, como mensageiros de Jeová. — Hebreus 1:7, 14; 6:18.

Já viveu antes?

“LEMBRO-ME de muitas de minhas vidas passadas — algumas vezes fui homem, outras vezes fui mulher.” A atriz Shirley MacLaine explica como chegou a essa conclusão em seu livro, campeão de vendagens, intitulado Out on a Limb (Minhas Vidas). De início, ela ficou “admirada ao descobrir, não só que a reencarnação era parte integrante da maioria das crenças orientais . . . mas que inúmeros renomados pensadores do Ocidente partilhavam este conceito”.
Sim, mais pessoas do que talvez suponha — inclusive centenas de milhões de budistas e hindus — crêem já terem vivido antes. Acreditam que algo dentro deles — que muitos chamam de alma — sobrevive à morte e renasce em uma ou mais existências sucessivas. Este “algo” retorna em forma humana, ou, como afirmam alguns, em forma animal e até mesmo vegetal. A maioria concorda que o propósito disso é purificar gradualmente a alma, ou conduzir a pessoa à derradeira perfeição.
Realmente, a idéia de alguém ter vivido antes e de talvez viver novamente pode ser fascinante, até mesmo consoladora. Mas é verdadeira?
Já Existiu no Domínio Espiritual?
“Sim”, afirma A igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujos membros são comumente chamados de mórmons. O falecido James E. Talmage, apóstolo dessa igreja, escreveu sobre as “muitas provas bíblicas de que os espíritos da humanidade existiram antes de sua provação terrestre — condição em que essas inteligências viviam e exerciam seu livre-arbítrio antes de assumirem tabernáculos corpóreos”.
É verdade que Jesus, o Filho de Deus, existira no céu antes de viver na terra. (João 6:38, 62) De fato, foi isso o que induziu Talmage a escrever que “é coerente concluir que, se o nascimento terrestre Dele foi a união dum espírito preexistente ou antemortal a um corpo mortal, o mesmo também se dá com o nascimento de cada membro da família humana”.
Jesus, enquanto no céu, sempre fora obediente ao seu Pai. Assim, sua curta permanência na terra não se destinava a colocá-lo sob “provação terrestre”, como se fosse pecador. Ao contrário, ele era homem perfeito, sem pecado, capaz de remir pecadores, capaz de “dar a sua alma como resgate em troca de muitos”. (Mateus 20:28) Portanto, Jesus é um caso único, o “um só mediador entre Deus e homens”. (1 Timóteo 2:5, 6) Sua designação de serviço na terra foi temporária. Depois de completá-la, pôde retornar ao seu verdadeiro lar, o céu.
Mas, em vista desses fatos, será que podemos, assim como Jesus, referir-nos ao céu como nosso lar?
Em Forma Humana, mas Não Humanos
No passado, criaturas espirituais invisíveis, anjos, materializaram corpos humanos visíveis sob a orientação de Deus. (Gênesis 19:1; Lucas 1:26-28) Mas, nos dias de Noé, alguns deles fizeram isso de sua própria iniciativa. Por que? Com o propósito egoísta de ter relações sexuais com mulheres. (Gênesis 6:2) Uma vez que isso não fazia parte do arranjo de Deus para os anjos, o passo que deram constituiu desobediência. A Bíblia chama-os de “anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta”. (Judas 6) Portanto, fica claro que o céu é a “moradia correta” dos anjos, assim como a terra é a dos humanos. — Veja o Salmo 115:16; 1 Coríntios 15:39, 40.
Jesus realmente “se tornou carne” quando veio à terra. (João 1:14) Não se deu o mesmo com aqueles anjos. Eles simplesmente materializaram corpos humanos que abandonaram por ocasião do Dilúvio, para retornarem ao domínio espiritual. Devido à sua revolta, porém, Deus confinou-os “a covas de profunda escuridão, reservando-os para o julgamento”. Eles não mais podiam materializar corpos carnais para viver na terra. — 2 Pedro 2:4.
Portanto, os exemplos de Jesus e dos anjos que se materializaram não podem ser usados corretamente para provar que os humanos existiram no domínio espiritual “antes de sua provação terrestre”, como ensinam os mórmons. Mas, excluiria isso passar por vidas anteriores quais humanos aqui na terra?
O Propósito de Deus ao Criar a Alma
Na verdade, o segredo para determinarmos se o homem já viveu antes ou não — quer no domínio espiritual, quer na terra — e determinarmos se ele tem ou não tem uma alma imortal. Gênesis 2:7 descreve do seguinte modo a criação da primeira alma humana: “E Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego de vida, e o homem veio a ser uma alma vivente.”
Note que a alma não é descrita como algo distinto e separado do corpo inanimado. De fato, foi somente depois de Deus energizar o corpo inanimado com “o fôlego de vida”, dando assim início à respiração, que a alma, Adão, passou a viver. Quando a respiração pára e a força de vida cessa, o corpo torna-se novamente inanimado. O homem “volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos”. (Salmo 146:4) Ele precisa aguardar o dia da ressurreição para viver novamente. (João 5:28, 29) Nesse ínterim, não pode haver “trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria” na morte. (Eclesiastes 9:5, 10) Em outras palavras, a alma está morta.
Dezenas de textos da Bíblia indicam que a alma é destrutível, excluindo por completo a hipótese da imortalidade da alma. (Ezequiel 18:4, 20; Salmo 22:29; Atos 3:23; Revelação 16:3) Estando a alma morta, o que sobra para passar adiante e viver novamente em outro corpo? Ademais, por que até mesmo haveria a necessidade de algo passar adiante? Quando Deus criou as almas humanas, referiu-se a elas como algo “muito bom”. Podia dizer isso porque foram criadas perfeitas, destinadas a viver para sempre na terra. (Gênesis 1:31) Eram almas que não necessitavam de purificação; já eram moralmente puras. Tampouco eram almas que precisavam morrer para viver novamente. Sua perspectiva era a vida eterna dentro da estrutura de sua existência original na terra.
A resposta da Bíblia quanto a se já viveu antes — quer no domínio espiritual, quer na terra — é bastante clara. Igualmente clara é a oportunidade que Deus oferece a você de um dia viver para sempre num paraíso terrestre. Gostaria de aprender mais?

Há uns cem textos da Bíblia que indicam que a alma humana é mortal e destrutível; conseguiria encontrar um que dissesse que ela é imortal?