terça-feira, 29 de outubro de 2013

O que nos torna bons ou maus?

O Conceito da Bíblia
O que nos torna bons ou maus?
AS PÁGINAS da História estão repletas de relatos de ódio e de derramamento de sangue. Mas não é raro surgir da tragédia extraordinários atos de bondade e abnegação. Por que uma pessoa se torna um assassino frio e outra um humanitarista bondoso? Por que às vezes tendências animalescas afloram no comportamento humano?
Imperfeição e consciência
A Bíblia diz claramente: “A tendência do coração humano é má desde a infância.” (Gênesis 8:21, Bíblia Vozes) É por isso que as crianças têm a tendência de fazer coisas erradas. (Provérbios 22:15) Desde o nascimento, todos nós estamos propensos a fazer o que é errado. (Salmo 51:5) Fazer o bem é como remar contra a corrente — exige esforço.
Mas nós também fomos dotados de uma consciência. Esse senso inato do que é certo e do que é errado influencia a maioria de nós a agir dentro dos limites da decência humana. Por esse motivo, até aqueles sem nenhum treinamento moral podem ser conhecidos por sua bondade. (Romanos 2:14, 15) Mas, como dito antes, nossa inclinação para o mal pode causar um conflito dentro de nós. O que mais pode nos influenciar nessa luta entre o bem e o mal?
Ambiente contaminado
O camaleão muda de cor para se ajustar ao ambiente. De modo similar, pessoas que andam com criminosos têm maior probabilidade de adquirir características criminosas. A Bíblia alerta: “Não deves acompanhar a multidão para maus objetivos.” (Êxodo 23:2) Por outro lado, andar com pessoas honestas, justas e decentes nos influencia para o bem. — Provérbios 13:20.
Mas não podemos achar que estamos protegidos da influência do mal só por não nos associar com pessoas que fazem coisas erradas. Por causa da imperfeição, o mal talvez fique alojado em nossa mente, esperando uma oportunidade para entrar em ação. (Gênesis 4:7) Além disso, o mal pode entrar na nossa casa por meio da mídia. Video games, programas de televisão e filmes costumam exaltar a violência e atos de vingança. Mesmo doses regulares de notícias locais ou internacionais podem nos insensibilizar diante da angústia e do sofrimento humano.
Qual é a origem desse ambiente contaminado? A Bíblia responde: “O mundo inteiro está sob o poder do Maligno.” (1 João 5:19,Pastoral) Esse “Maligno” é Satanás, o Diabo, descrito nas Escrituras como mentiroso e homicida. (João 8:44) Ele usa seu mundo para propagar o mal.
Com todos esses fatores moldando as atitudes e as ações das pessoas, algumas talvez achem que não devem ser responsabilizadas por suas más ações. Mas será que isso está certo? Assim como o volante controla a direção de um carro e o leme controla a direção de um navio, a mente controla o corpo.
Ser bom ou mau — a escolha é sua
Toda ação deliberada, boa ou má, é precedida de um pensamento. Cultivar pensamentos positivos e virtuosos produz bons frutos. Mas, se permitir que sementes do egoísmo cresçam na mente, o resultado será uma grande safra de maldade. (Lucas 6:43-45; Tiago 1:14, 15) Assim, pode-se dizer que o homem é bom ou mau por escolha própria.
Felizmente, a Bíblia diz que a bondade pode ser aprendida. (Isaías 1:16, 17) O amor é a força que nos motiva a fazer o bem, visto que “quem ama os outros não faz mal a eles”. (Romanos 13:10, Nova Tradução na Linguagem de Hoje) Quando cultivamos amor pelas pessoas, é inconcebível fazer-lhes mal.
Foi isso que Ray, de Pensilvânia, EUA, aprendeu. Acostumado a brigar desde criança, ele até recebeu um apelido por causa de seu comportamento violento. Também tinha um temperamento explosivo. Mas começou a fazer mudanças ao aprender os princípios bíblicos. Isso nem sempre era fácil. Às vezes, ele se sentia como o escritor bíblico Paulo: “Quando quero fazer o que é direito, está presente em mim aquilo que é mau.” (Romanos 7:21) Hoje, após anos de esforços intensos, Ray consegue “vencer o mal com o bem”. — Romanos 12:21.
Por que vale a pena ‘andar no caminho de gente boa’? (Provérbios 2:20-22) Porque, no fim das contas, o bem triunfará sobre o mal. A Bíblia declara: “Pois quem faz o mal será exterminado . . . Daqui a pouco não existirá o ímpio . . . Mas os humildes herdarão a terra, vão se alegrar com uma paz imensa.” (Salmo 37:9-11, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Deus eliminará todos os vestígios do mal. Com certeza, um futuro maravilhoso aguarda aqueles que se esforçam para fazer o bem.
JÁ SE PERGUNTOU?
● Quem é responsável por nossas ações? — Tiago 1:14.
● É possível mudar nosso modo de agir? — Isaías 1:16, 17.
● O mal vai acabar algum dia? — Salmo 37:9, 10; Provérbios 2:20-22.

Namorar com o objetivo de casar

O Conceito da Bíblia
Namorar com o objetivo de casar
Durante o namoro, Julie e Lee estavam decididos a permanecer moralmente limpos.* Mas, certa noite, quando ficaram sozinhos, seus desejos sexuais começaram a ficar mais fortes. Felizmente, eles perceberam o perigo antes de irem longe demais e de cometerem um pecado grave.
A ADORAÇÃO verdadeira envolve mais do que apenas ir toda semana à igreja. É um modo de vida que influencia a conduta e os padrões morais de uma pessoa. Jesus Cristo disse que somente aqueles que ‘fizessem a vontade’ de Deus mereceriam Seu favor. (Mateus 7:21) Para agradar a Deus, o nosso relacionamento com o sexo oposto precisa ser casto, e o namoro deve ter como objetivo o casamento.
O que você pode fazer para que seu namoro seja puro aos olhos de Deus, principalmente diante da enorme pressão para cometer imoralidade? Primeiro, reconheça que os padrões de Deus foram estabelecidos visando nossos melhores interesses. Segundo, aceite a verdade sobre a natureza humana. Terceiro, estabeleça limites claros de comportamento no namoro. E, quarto, inclua Deus em seu relacionamento. Analise cada um dos pontos a seguir.
Padrões sob medida para nosso proveito
Em Isaías 48:17, 18, lemos: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar. Oh! se tão somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.”
Os mandamentos e princípios contidos na Palavra inspirada de Deus, a Bíblia Sagrada, são para nosso proveito. (2 Timóteo 3:16, 17) São uma evidência de que o Criador realmente se importa conosco e quer que sejamos felizes e bem-sucedidos em todos os aspectos da vida. (Salmo 19:7-10) Acredita nisso de coração? Se acredita, você está mostrando que tem a verdadeira sabedoria.
Aceite a verdade sobre sua natureza
Como um grande amigo, Jeová é franco conosco; ele conta a verdade sobre nossa natureza. Por exemplo, sua Palavra nos alerta que “o coração é mais traiçoeiro do que qualquer outra coisa e está desesperado. Quem o pode conhecer?”. (Jeremias 17:9) A Bíblia também declara: “Quem confia no seu próprio coração é estúpido, mas aquele que anda em sabedoria é o que escapará.” — Provérbios 28:26.
Como um casal de namorados pode mostrar que não confia no próprio coração? Um modo é não se colocarem numa situação em que se sintam tentados a ficar íntimos demais, como aconteceu com o casal mencionado no início do artigo. Outro modo é acatar os conselhos sábios de pais tementes a Deus. Eles sabem que desejos sexuais, em especial durante a juventude, são como um motor potente que precisa ser bem controlado.
Assim, jovens que ‘andam em sabedoria divina’ levam a sério as orientações dos pais e as aceitam de bom grado. Sabem que eles os amam muito e que por isso às vezes dizem coisas que os filhos não querem ouvir. É claro que a pessoa que mais ama você é seu Pai celestial, Jeová Deus, que o aconselha a ‘remover do coração o vexame e afastar da carne a calamidade’. (Eclesiastes 11:9, 10) Como você pode fazer isso? Por não ceder a desejos impróprios.
Estabeleça limites claros de comportamento
“Há sabedoria com os que se consultam mutuamente.” (Provérbios 13:10) Casais ajuizados aplicam essas palavras por decidirem que tipo de expressões de afeto biblicamente aceitáveis permitirão em seu namoro e por estarem determinados a não ultrapassar esses limites. Tomar liberdades indevidas ou achar que é forte o bastante para resistir à tentação pode ser comparado a dirigir com imprudência. Depois que você sofreu um acidente e está sendo retirado das ferragens do carro, é tarde demais para decidir que medidas de segurança no trânsito deveria ter tomado.
A Bíblia diz: “O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as consequências.” (Provérbios 22:3, Nova Versão Internacional) Os namorados podem evitar muitos problemas se saírem acompanhados de uma ou mais pessoas de boa moral. As consequências de um namoro imprudente podem incluir consciência pesada, falta de respeito por si próprio e pela outra pessoa, além de vergonha para todos os envolvidos, incluindo os membros da família. Portanto, seja prudente; decida aplicar os padrões bíblicos e apegue-se a eles!
Faça de Jeová o ‘terceiro fio’
O casamento é como um cordão de três fios, sendo Deus o principal. “Um cordão tríplice não pode ser prontamente rompido em dois”, diz Eclesiastes 4:12. O mesmo princípio pode ser aplicado a casais de namorados. Os que querem que seu namoro seja abençoado por Deus mantêm, de modo individual, um relacionamento achegado com Ele. O Salmo 1:1-3 diz: “Feliz é o homem [ou a mulher] que não tem andado no conselho dos iníquos . . . Mas, seu agrado é na lei de Jeová, e na sua lei ele lê dia e noite em voz baixa . . . , e tudo o que ele fizer será bem-sucedido.”
Assim, se você fizer as coisas do modo de Jeová, terá uma vida bem-sucedida, incluindo o namoro e o casamento. Afinal, ele é o nosso Criador, e a atração romântica e o casamento são presentes dele. Por isso, merecem todo o nosso respeito. — Tiago 1:17.
[Nota(s) de rodapé]
Alguns nomes foram mudados.
JÁ SE PERGUNTOU?
● Como sabemos que Deus quer o melhor para nós? — Isaías 48:17, 18.
● Que verdade sobre nossa natureza devemos aceitar? — Jeremias 17:9.
● Qual é o segredo para ser bem-sucedido no namoro e depois no casamento? — Salmo 1:1-3.

O que é o Dia do Julgamento?

O Conceito da Bíblia
O que é o Dia do Julgamento?
A Bíblia diz que Deus “fixou um dia em que se propôs julgar . . . a terra habitada”. (Atos 17:31) A ideia de se submeter a qualquer tipo de julgamento não agrada a muitas pessoas. Você também pensa assim?
SE PENSA, pode se sentir tranquilo por saber que o Dia do Julgamento é uma provisão amorosa que resultará em muitas bênçãos à família humana — incluindo pessoas que já morreram. (Mateus 20:28; João 3:16) Por que o Dia do Julgamento é necessário? O que realmente acontecerá nesse “dia”?
O Dia do Julgamento  — por que é necessário?
Quando colocou os humanos na Terra, Deus não tinha a intenção de que ela fosse apenas um campo de provas para uma vida futura num outro domínio. Ele os criou para viverem eternamente na Terra. Embora tivessem mentes e corpos perfeitos, o primeiro casal humano se rebelou contra Deus. Por isso, perderam a perspectiva de vida eterna e transmitiram o pecado e a morte a todos os seus descendentes. — Gênesis 2:15-17; Romanos 5:12.
O Dia do Julgamento será um período de mil anos no qual os humanos terão a oportunidade de recuperar o que Adão e Eva perderam.* Note que Atos 17:31, citado acima, diz que o Dia do Julgamento afetará “a terra habitada”. Aqueles que receberem julgamento favorável viverão para sempre na Terra sob condições perfeitas. (Revelação [Apocalipse] 21:3, 4) Assim, o Dia do Julgamento terá um papel importante na realização do propósito original de Deus para os humanos e a Terra.
O Juiz designado por Deus é Cristo Jesus. A Bíblia diz que Jesus ‘julgará os vivos e os mortos’. (2 Timóteo 4:1) Quem são “os vivos” que serão julgados? E como “os mortos” voltarão a viver na “terra habitada”?
Jesus julgará “os vivos”
Estamos agora nos aproximando do predito fim deste sistema, quando Deus destruirá todos os elementos da sociedade humana corrupta e eliminará os maus. Os sobreviventes do fim deste sistema são “os vivos” que serão julgados. — Revelação 7:9-14; 19:11-16.
Durante esses mil anos de julgamento, Cristo Jesus e 144 mil homens e mulheres ressuscitados para a vida celestial reinarão sobre a Terra. Eles atuarão como reis e sacerdotes, aplicando os benefícios do sacrifício resgatador de Jesus e levando progressivamente os humanos fiéis à perfeição física e mental. — Revelação 5:10; 14:1-4; 20:4-6.
Durante o Dia do Julgamento, Satanás e seus demônios serão impedidos de influenciar a humanidade. (Revelação 20:1-3) No entanto, no fim do Dia do Julgamento, será permitido que Satanás teste a lealdade de cada pessoa na Terra. As que permanecerem leais a Deus terão passado no teste que Adão e Eva falharam. Serão consideradas dignas de receber vida eterna no Paraíso restaurado na Terra. Aquelas que se rebelarem contra Deus terão o mesmo fim de Satanás e seus demônios: destruição eterna. — Revelação 20:7-9.
O julgamento dos “mortos”
A Bíblia diz que os mortos “se levantarão” durante o Dia do Julgamento. (Mateus 12:41) Jesus disse: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.” (João 5:28, 29) Isso não se refere a uma alma separada do corpo de alguém que morreu. Os mortos estão totalmente inconscientes e não têm uma alma que sobrevive à morte. Jesus trará os adormecidos na morte de volta à vida na Terra. — Eclesiastes 9:5; João 11:11-14, 23, 24.
Será que o julgamento dos ressuscitados se baseará no que eles fizeram antes de morrer? Não. A Bíblia ensina que “aquele que morreu foi absolvido do seu pecado”. (Romanos 6:7) Assim, iguais aos sobreviventes do fim deste sistema, os ressuscitados para a vida na Terra serão julgados “segundo as suas ações” durante o Dia do Julgamento. (Revelação 20:12, 13) Dependendo do resultado de suas ações, a ressurreição das pessoas resultará ou em vida eterna ou em destruição. Muitos dos ressuscitados aprenderão pela primeira vez sobre Jeová Deus e seus requisitos para a vida. Terão a oportunidade de viver em harmonia com a vontade de Deus e receber vida eterna na Terra.
Não há motivo para ter medo
O Dia do Julgamento não será apenas um período de instrução da parte de Deus, mas também um período para os vivos aplicarem o que aprenderam e desfrutarem das bênçãos resultantes disso. Imagine só a alegria de reencontrar parentes e amigos ressuscitados e caminhar com eles rumo à perfeição!
Deus permitirá que Satanás teste a lealdade dos humanos no fim do Dia do Julgamento. Mas não é preciso ficar ansioso ou ter medo. Quando isso acontecer, todas as pessoas estarão plenamente preparadas para enfrentar esse teste final. Assim, o Dia do Julgamento faz parte da realização do propósito de Deus de desfazer todos os efeitos da rebelião contra Ele no jardim do Éden.
[Nota(s) de rodapé]
Na Bíblia, a palavra “dia” pode se referir a períodos de durações diferentes. Veja, por exemplo, Gênesis 2:4.
JÁ SE PERGUNTOU?
● O que é o Dia do Julgamento?  — Atos 17:31.
● Quem será julgado? — 2 Timóteo 4:1.
● Quanto tempo vai durar esse dia? — Revelação 20:4-6.
[Destaque na página 11]
Imagine só a alegria de reencontrar parentes e amigos ressuscitados

Você pode satisfazer sua necessidade espiritual

O Conceito da Bíblia
Você pode satisfazer sua necessidade espiritual
OS HUMANOS têm uma necessidade espiritual que é tão vital quanto a de se alimentar. Quando o assunto é alimentação, porém, há muitas boas opções por causa da grande variedade de alimentos nutritivos disponíveis. Será que com a espiritualidade também é assim? Há uma infinidade de práticas religiosas e culturais que supostamente satisfazem essa necessidade espiritual.
Muitas pessoas acham que, desde que você faça algo de caráter religioso, não tem muita importância no que você escolhe acreditar ou em que tipo de adoração você se envolve. Qual sua opinião? Será que faz diferença como você satisfaz sua necessidade espiritual? O que a Bíblia diz?
O que é a verdadeira espiritualidade
Em Gênesis 1:27, a Bíblia revela por que temos a capacidade de ter espiritualidade: “Deus passou a criar o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” Visto que Jeová Deus é um espírito, isso não se refere à aparência física, mas a um tipo de semelhança baseada em qualidades em comum. O primeiro homem, Adão, assim como seu Criador, podia valorizar e demonstrar qualidades como amor altruísta, bondade, compaixão, justiça e autodomínio. Ele também foi dotado de uma consciência, ou um senso interno de moral, para guiar seu uso do livre-arbítrio em harmonia com as leis de Deus. Essas características tornaram Adão diferente da criação animal e deram a ele a capacidade exclusiva de fazer a vontade de seu Criador. — Gênesis 1:28; Romanos 2:14.
A Bíblia identifica um elemento essencial para a espiritualidade humana. Em 1 Coríntios 2:12-15, ela descreve uma pessoa espiritual como alguém que recebe o espírito que vem de Deus. Esse espírito é a força ativa de Deus e sua atuação é um pré-requisito para aprender coisas espirituais. Assim, a pessoa consegue analisar e compreender assuntos de um ponto de vista espiritual. Por outro lado, quando a pessoa não tem o espírito de Deus, ela é chamada de “homem físico” e considera as coisas espirituais como tolice. Em conseqüência disso, tira conclusões baseadas apenas na sabedoria humana.
Assim, visto que nossa capacidade de ter espiritualidade é resultado de termos sido feitos à imagem de Deus, a verdadeira espiritualidade não pode ser obtida por meio de autoconsciência, sabedoria humana ou realizações pessoais. É preciso ter a influência do espírito santo de Deus. De fato, aqueles que se recusam a ser influenciados pelo espírito de Deus e escolhem buscar seus próprios desejos e coisas carnais são descritos como sem espiritualidade. São motivados por inclinações e apetites carnais. — 1 Coríntios 2:14; Judas 18, 19.
Como satisfazer a necessidade
O primeiro passo para a verdadeira satisfação espiritual é reconhecer que Jeová é o Criador e que devemos nossa existência a ele. (Revelação [Apocalipse] 4:11) Daí, percebemos que nossa vida tem objetivo apenas se fizermos sua vontade. (Salmo 115:1) Fazer a vontade de Deus nos dá objetivo na vida, um aspecto de nossa necessidade espiritual que é tão vital quanto nossa necessidade de alimento físico. É por isso que Jesus, um homem bem conhecido por sua espiritualidade, podia dizer: “Meu alimento é eu fazer a vontade daquele que me enviou.” (João 4:34) Para ele, fazer a vontade de Deus era revigorante, trazendo-lhe alívio e satisfação.
Visto que fomos criados à imagem de Deus, a verdadeira satisfação espiritual também depende de ajustarmos nossa personalidade à dele. (Colossenses 3:10) Por fazermos isso, evitamos ter uma conduta que nos rebaixa ou que prejudica nossa relação com outras pessoas. (Efésios 4:24-32) Viver de acordo com os padrões de Jeová dignifica nossa vida e contribui para um estado de verdadeira paz mental, visto que somos poupados de uma consciência que nos acusa constantemente. — Romanos 2:15.
Jesus revelou outra verdade fundamental sobre satisfazermos nossa necessidade espiritual quando disse: “O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.” (Mateus 4:4) É preciso prestar constante atenção à nossa espiritualidade. Por meio da Bíblia, Jeová responde às perguntas sobre a vida — perguntas que todas as pessoas se fazem. — 2 Timóteo 3:16, 17.
Fonte da verdadeira felicidade
Uma pessoa pode aliviar a fome por comer alimentos sem valor nutritivo. De forma similar, poderíamos nos “alimentar” com atividades ou filosofias que aparentemente satisfazem nosso apetite espiritual. Mas, assim como uma alimentação pobre resulta em desnutrição, doenças ou coisa pior, não satisfazer adequadamente nossa necessidade espiritual por fim resultará em danos.
Por outro lado, se desenvolvermos uma relação com Jeová Deus, procurarmos fazer sua vontade e seguirmos suas orientações, descobriremos a verdade por trás das palavras da Bíblia: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” — Mateus 5:3.
JÁ SE PERGUNTOU?
▪ Por que temos a capacidade de ter espiritualidade? — Gênesis 1:27.
▪ Podemos satisfazer nossa necessidade espiritual sem ajuda? — 1 Coríntios 2:12-15.
▪ O que devemos fazer para satisfazê-la? — Mateus 4:4; João 4:34; Colossenses 3:10.